Hoje fui ao Maracanã assistir ao jogo do Flamengo. Precisava visitar o templo antes de partir! Logo na chegada, me deparo com uma das coisas que mais me irritam por aqui e, conseqüentemente, uma das que mais me deixam feliz por estar indo embora: flanelinhas! Que raça nojenta! Bando de sanguessugas se jogando na frente do carro e querendo te extorquir, querendo que você banque a cachaça ou o ingresso deles (ou os dois). Estacionei e logo veio um vagabundo pra “tomar conta” do meu carro. Como já fico com raiva só de olhar pra flanelinha, no que ele pediu um trocado eu já falei que tinha que sacar dinheiro ainda, que pagava na volta. O vagabundo safado que iria embora 1 minuto depois de mim e queria que eu pagasse por um serviço que não existe e não seria prestado, ainda reclamou, ficou resmungando. Para aliviar a vontade quase incontrolável que tive de dar uma paulada nele, resolvi dar as costas e deixá-lo falando sozinho.
Há muitos anos só vou de arquibancada, mas hoje ao chegar ao estádio para comprar ingresso, a fila para comprar arquibancada estava gigantesca e a fila das cadeiras azuis vazia. Claro que a animação não é a mesma, mas durante boa parte de minha infância fui de cadeiras e nunca tive problemas, sempre assisti tranqüilamente aos jogos, então resolvi encarar as cadeiras azuis.
Logo que entramos tive o prazer de ouvir uma versão da Sandra de Sá do Hino Nacional, ao vivo, com direito até a paradinha, pra dar um estilo ao Hino… Que orgulho! Depois do “show”, começa o jogo. Que decepção! Quanta falta de educação! Tudo bem, muitos vão dizer que educação e torcida do Flamengo são duas coisas que não se misturam. Vou me explicar melhor, a torcida sempre foi mal educada (não só a do Flamengo, é bom salientar), mas está piorando! Em alguns momentos eu não conseguia ver o campo. O problema é que acabaram com a Geral, e agora toda aquela mulambada da Geral passou a ir de Cadeira Azul, que é mais barata. Acontece que eles ainda não são civilizados o suficiente pra entender que aquela coisa azul atrás deles é pra sentar.
Tudo bem, como disse uma menina (mais macho que eu) que estava atrás de mim “quer ver jogo sentado, vê em casa pela televisão”. Concordo. Assistamos de pé, então! Tudo é festa! Tudo correu bem no primeiro tempo. No segundo tempo não sei o que aconteceu, aquele bando que ainda não estava satisfeito por assistir ao jogo de pé, resolveu assistir ao jogo de pé SOBRE as cadeiras!!! Daí em diante acabou o jogo. Não dava mais pra ver o campo! Uma vergonha! Meu pai desistiu de tentar e foi lá pra trás, já em direção à saída. Eu insisti, não conseguia me conformar com a situação ridícula. Assisti ao jogo pendurado em uma grade, para conseguir ver por cima das cabeças. Me senti naqueles estádios de interior em que o povo sobe na árvore pra assistir ao jogo. A diferença é que mesmo “empoleirado” eu tenho que pagar, não tem jeito. Acho que hoje, pela primeira vez, saí do Maracanã irritado, mesmo com a vitória.
E ainda querem que as olimpíadas sejam aqui! Sou contra a realização de qualquer evento aqui, primeiro porque a herança deixada fica muito aquém do dinheiro gasto, já que além das obras o dinheiro ainda tem que ser suficiente pra sustentar um bando de marginais de terno. Segundo porque esse bando de índios não tem condição de ter nada! Tinham que estar enjaulados! Imaginem um gringo chegar no meio daquele bando e querer exigir seu lugar marcado. Imaginem o gringo que assiste futebol como assiste o torneio de Roland Garros, sentados, só batendo palmas, no meio daquela fauna. Ele só veria o teto. Não tem como funcionar!
A solução eu já dei aqui: que venha o dilúvio! Viva a Arca de Noé!
Só espero que não coloquem nenhum casal daquela espécie que estava assistindo ao jogo hoje.
Abraço,
Muitas vezes fico preocupado de estar pegando pesado demais aqui no blog, exagerando nas minhas opiniões, falando dos coitadinhos dos bandidos como se não fossem humanos… Mas ao ler a manchete da primeira página do jornal 